Deiveson Figueiredo, o veterano mais perigoso do UFC?
De peão de búfalos a bicampeão do UFC, Deiveson Figueiredo é um fenômeno. Contra Song Yadong, o brasileiro joga sua última cartada rumo ao cinturão.
Imagine um cara capaz de domar um búfalo de 800 quilos no café da manhã, fazer um corte de cabelo impecável no almoço e arrancar sua cabeça com uma guilhotina antes do jantar. Aos 36 anos, Deiveson Figueiredo não tem tempo a perder. O «Deus da Guerra» está em missão especial nos bantamweights para conquistar um segundo título mundial, e o jovem pitbull Song Yadong é o último obstáculo em sua jornada rumo ao trono.
🥊 Ficha Técnica
Nome: Deiveson Figueiredo
Cartel: 24-3-1 (o registro real, longe dos erros da ESPN)
Sinal particular: Anda com uma faixa vermelha pintada na cabeça e possui um queixo de titânio reforçado.
O bloco High-Five
Os 5 últimos resultados do guerreiro de Marajó:
- ✅ Marlon Vera — Decision (unânime) R3 (5:00)
- ✅ Cody Garbrandt — Submission (mata-leão) R2 (4:02)
- ✅ Rob Font — Decision (unânime) R3 (5:00)
- ❌ Brandon Moreno — TKO (interrupção médica) R3 (5:00)
- ✅ Brandon Moreno — Decision (unânime) R5 (5:00)
A história de origem
Antes de brilhar sob os holofotes de Las Vegas, Figueiredo viveu três vidas na lama da Amazônia. Nascido na ilha selvagem de Marajó, o garoto trabalhava como vaqueiro na criação de búfalos do pai. Para sobreviver em Belém, encarou de tudo: barbeiro, sushiman, pedreiro e mototaxista. Foi essa escola da vida que forjou seu estilo. Ele começou pela Luta Marajoara, uma luta tradicional crua e autêntica da sua ilha, antes de migrar para a capoeira aos 16 anos, e depois para o jiu-jitsu e o boxe na vida adulta. O resultado? Um lutador híbrido, casca-grossa, que sabe bem o que é passar necessidade.
Quatro guerras e uma mudança de categoria
Nos flyweights (125 lb), Figueiredo era um tirano físico. Bicampeão da categoria, entrou para a história ao protagonizar uma tetralogia épica contra Brandon Moreno. Quatro lutas de uma violência rara que desgastaram seu corpo devido aos cortes de peso extremos. Ao subir para os bantamweights (135 lb) no final de 2023, os céticos previam um inferno contra adversários mais densos. Erraram feio. Livre do sofrimento da balança, o brasileiro manteve sua potência fenomenal e recuperou um gás de maratonista. Suas três últimas lutas? Uma masterclass tática contra Rob Font, uma submission clínica sobre o ex-campeão Cody Garbrandt e uma demonstração de força contra Marlon Vera.
Curiosidades
- Ele tinha um búfalo de estimação chamado «Ferdinand», que montava regularmente para relaxar entre os treinos na sua ilha natal.
- Sempre barbeiro de alma, ele continua cortando o cabelo dos seus parceiros de treino e cuida do próprio visual com sua famosa faixa vermelha pintada.
- É o único lutador na história do UFC a ter feito quatro lutas consecutivas contra o mesmo adversário por um cinturão mundial.
O olhar MMX
Este confronto contra Song Yadong é um verdadeiro «Title Eliminator». O chinês é uma máquina de demolição: jovem, ultra-rápido e com um boxe afiado. Mas não se engane, Figueiredo é uma armadilha ambulante. Com 71% de taxa de finish (17 vitórias antes da decisão), o brasileiro é um oportunista de elite. Sua precisão cirúrgica (55%) e sua potência intacta nos 135 lb vão forçar Yadong a pensar duas vezes antes de entrar na distância. Se o chinês tentar um takedown desesperado, ele se expõe à guilhotina lendária de Deiveson. Além disso, Figueiredo nunca foi nocauteado de forma limpa na carreira. Contra um Yadong que costuma cair de rendimento ao longo dos rounds, a experiência do brasileiro em lutas de 25 minutos fará a diferença. É um palpite sólido: Figueiredo por decision unânime, graças ao seu alto QI de luta e superioridade no chão.
Mais uma vitória e o cowboy de Marajó garantirá uma nova chance de escrever seu nome na lenda do UFC. Acha que ele vence a próxima? Venha dar seus palpites e desafiar seus amigos no MMX.
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